O Cão Lobo Tchecoslovaco é uma raça considerada saudável em comparação com as outras raças existentes, porém, isso não significa que a raça seja completamente isenta de doenças.
Devido ao pequeno pool genético da raça qualquer caso registrado de doença com fundo genético já é o suficiente para deixar os criadores em alerta e começar uma pesquisa com o intuito de saber quantos animais afetados por tal doença poderão ser encontrados, principalmente na linha do exemplar afetado.
Ha alguns anos atrás isso ocorreu com o Nanismo Hipofisário (que falaremos futuramente), problema que poucos criadores já haviam presenciado ou simplesmente sabiam de sua existência, devido a um exemplar que foi oficialmente diagnosticado com esse problema, a procura por amostras de sangue deste animal começou a ser feita para a confirmação do exame genético, que mostraria a presença do gene responsável pelo Nanismo na raça ou não. Para a surpresa dos criadores, acabamos descobrindo que mais cães são portadores heterozigotos do gene do nanismo hipofisário no plantel mundial do que esperávamos, o que significa que a a doença estava mais espalhada do que qualquer pessoa imaginava.
Se o Nanismo Hipofisário, doença que começou com a descoberta de apenas um exemplar afetado hoje em dia já começa a ser um problema, que deverá entrar aos poucos na seleção do plantel, não preciso comentar da grande preocupação que a Displasia Coxofemoral nos causa, principalmente quando nos lembramos que o número de animais afetados por ela é infinitamente maior.
O que é Displasia Coxofemoral?
Dis=má + plasia=formação (má formação) da bacia, que ocasiona um afrouxamento das articulações coxofemorais (encaixe da cabeça do fêmur no quadril).
No cão saudável, sem sinais de displasia, a cabeça do fêmur está encaixada perfeitamente na cavidade do quadril. No animal com displasia, há um desencaixe, que provoca atrito. Com o passar do tempo esse atrito destrói a cartilagem da articulação, essa destruição é chamada artrose.
A displasia coxofemoral canina não é o mesmo que artrite/artrose da coxofemoral, mas é a principal causa de artrite/artrose da articulação coxofemoral.
Sinais mais comuns:
Um dos principais sinais causados pela displasia é a dor.
Por causa da dor, os animais podem começar a mancar, passam a ter um rebolado diferente, às vezes passam a fazer o pulo do coelho, saltando com as patas traseiras juntas. Tudo isso para evitar movimentar a articulação que dói. Alguns começam a atrofiar os músculos dos posteriores, pois usam a força dos anteriores, ficando até mais fortes na frente.
Em muitos casos graves, a displasia leva à incapacidade de locomoção, sendo necessária intervenção cirúrgica.
É muito importante saber que existem muitos casos assintomáticos, onde, independente do grau, o animal não demonstra sentir nada, anda, pula e corre muito bem.
Como saber se um cão tem displasia coxofemoral?
Somente com a radiografia das articulações coxofemorais, realizada por um veterinário profissional, credenciado pelo Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária.
Com a radiografia em mãos este veterinário verifica o grau, avalia e classifica a articulação, dando um laudo onde constam essas informações.
A escolha do profissional é muito importante, é necessário buscar indicações de veterinários competentes.
Pergunta muito comum: ANALISANDO A MOVIMENTAÇÃO DO CÃO, UM CRIADOR OU VETERINÁRIO EXPERIENTE PODE AFIRMAR SE UM CÃO TEM DISPLASIA?
Resposta: NÃO!!!!! Observando o cão, sem realizar a radiografia, uma pessoa vai estar apenas arriscando um palpite, e nesse caso há sempre cinqüenta por cento de chance de acertar (Sim ou Não). Volto a dizer, e reforço, que existem muitos casos de cães que se movimentam mal, mas tem excelentes articulações, assim como existem casos de cães aparentemente perfeitos, que trotam muito bem, mas ao serem radiografados revelam articulações severamente comprometidas pela displasia.
Aquela história de afirmar que o cão que deita de barriga no chão com as pernas abertas (posição de sapo) não tem displasia é totalmente equivocada, pois aquela posição tem relação com elasticidade muscular e não com displasia. Muitas pessoas possuem cães displásicos que deitam assim.
Só pode ter certeza que um cão não tem displasia quem submetê-lo a radiografia da articulação coxofemoral quando adulto!
Classificação do grau de displasia pelo método de Norberg (Aceito pela FCI)
Grau A (HD -) - articulação normal / isento de displasia
Grau B(HD+/-) - próxima do normal
Grau C (HD +) - displasia leve
Grau D (HD++) - displasia moderada
Grau E (HD+++) - displasia severa
Um cão só é totalmente isento de displasia se for HD (-).
O HD (+/-), por exemplo, é uma articulação quase normal, mas não é isenta.
Até o grau C, o cão é aceito para reprodução.
Porém, um animal grau C, deverá preferencialmente acasalar apenas com animais de grau A.
O método utilizado é o de Norberg, onde se mede o ângulo da articulação e também há uma parte de avaliação do estado geral da articulação e acetábulo.
Radiografia tradicional (Norberg) em cães jovens:
Quando há sintomas precoces de displasia, o veterinário poderá solicitar a radiografia coxofemoral de um filhote, que resultará num laudo descrevendo o estado da articulação naquele momento.
Caso o animal seja displásico, será tratado de imediato para amenizar os sintomas e deverá repetir a radiografia quando adulto para acompanhar a evolução do problema.
Caso não apresente a displasia quando filhote, deverá repetir a radiografia quando adulto, pois displasia é um mal degenerativo, que se manifesta durante o crescimento. Ou seja, ele poderá não ser/parecer displásico quando filhote, mas sê-lo depois de adulto.
Idade para os exames:
A idade em que são aceitos os exames de Displasia Coxofemoral varia muito de acordo com as normas da instituição ou país onde elas serão oficializadas, no Cão Lobo Tchecoslovaco aconselha-se que os cães tenham PELO MENOS 18 meses para que os resultados sejam considerados oficiais, porém, devido a maior precisão dos resultados, [u]a preferencia sempre será que as radiografias oficiais sejam feitas aos 24 meses.[/u]
Pais sem displasia podem gerar filhotes com o mal?
Infelizmente é isso mesmo. Ao contrário de atributos de natureza genética como cor dos olhos, a displasia é poligênica. Isso significa que há vários pares de genes envolvidos no processo o que dificulta consideravelmente o trabalho de "limpeza" do pool genético do mal.
Isso é apenas MAIS UM MOTIVO para os criadores procurarem trabalhar SÉRIO dentro do seu programa com essa questão. A experiência dos criadores de Pastor Alemão mostra que em 5 ou 6 gerações de seleção séria, aumentaremos sensivelmente as chances de produzirmos cães sem problemas.
Assim, não basta uma geração para garantir filhotes livres do problema. Por outro lado, esse fato não é justificativa para os criadores não iniciarem um trabalho sério quanto a esse assunto. O trabalho precisa ser feito, e sempre começa por não cruzar cães com displasia. Quanto mais se seleciona o plantel, maiores as chances de produção de cães livres do mal.
Quanto mais gerações anteriores controladas, menores as chances de nascerem cães com displasia.
Combate à displasia:
Displasia é genética, mas é POLIGÊNICA, recessiva e intermitente, por isso pode pular uma geração (ou até mais) de cães isentos e então surgirem descendentes displásicos.
Fatores desfavoráveis podem agravar a displasia de um cão que herdou a condição genética para ser displásico.
Quanto maior o número de gerações controladas, menor será a chance de produzir cães displásicos.
Fechamento exagerado de linha de sangue, ou seja, o uso da endogamia utilizada para fixar as características das raças pode contribuir para fixar problemas genéticos como a displasia.
O que se fala de displasia adquirida, vem de tempos em que nem se sonhava com DNA, pesquisas genéticas etc.
Hoje em dia existe falta de informação, e erro de interpretação, ao confundir o fato de que nutrição e manejo podem agravar, mas NÃO CAUSAR displasia. Não existe displasia adquirida, ela só vai se manifestar se o cão tiver herdado genética para tal degeneração.
Segundo Dr.Luis Renato Veríssimo de Souza (Vice Presidente da Associação Brasileira de Radiologia Veterinária no ano de 2007) é imprescindível a conscientização de criadores e proprietários de que o combate a displasia coxofemoral só é possível através da seleção criteriosa de machos e fêmeas radiografados. Em contato com radiologistas renomados de todo o país ele pode perceber que já ocorre sensível melhora nos resultados, especificamente de criações com controle rigoroso de várias gerações.
Seleção no Cão Lobo Tchecoslovaco
Independente das regras existentes nos diferentes países, por uma questão de ética e respeito o que é exigido na criação da raça nos países de origem se tornam obrigatórios para todos os criadores quando falamos de doenças. Os exames de Displasia Coxofemoral são obrigatórios para que qualquer cão da raça possa ser usado na criação na Rep. Eslovaca, patrono da raça e também na Rep Tcheca, que fez parte em sua criação, da mesma forma que os exames de Displasia Coxofemoral são obrigatórios para que o criador seja aceito como tal e possa anunciar suas ninhadas na base de dados internacional da raça, isso cria um código de ética internacional em relação a estes exames, mesmo que eles não sejam obrigatórios em seu país, atualmente, a ausência destes exames em animais que foram usados para o acasalamento comprovam desconhecimento por parte do criador, que nesse caso não poderia estar criando, ou simplesmente má-fé. Deixo isso claro porque o que não faltam são debates e artigos sobre a doença nos fóruns e sites envolvendo a raça assim é também com a publicação dos resultados, não apenas dos cães de propriedade do criador, mas também dos cães de sua criação.
Devido as características genéticas da Displasia Coxofemoral, aconselha-se que todos os proprietários de Cão Lobo tchecoslovaco, incluindo aqueles que não pretendem usar seus cães para a criação, radiografem e publiquem os resultados ou os enviem para o criador juntamente com uma cópia do laudo escaneada ou fotografada.
A única forma de um criador saber o que o seus cães estão passando é vendo os resultados dos filhotes, no caso da Displasia Coxofemoral isso é de grande importância, visto que animais isentos podem fazer filhotes com o problema, saber o quanto tal matriz ou padreador estão passando a doença para os filhotes é crucial para a seleção da raça, quanto mais animais radiografados, maior precisão teremos em relação aos cães usados para a criação, menores as chances de nascer animais doentes.
Em algumas raças os clubes dos países de origem já estão retirando de criação os animais que recebem o resultado C, isso é um sonho não tão distante no Cão Lobo Tchecoslovaco, porém, devido ao pequeno pool genético da raça e a massiva quantia de linhas de sangue que estão sendo perdidas, esta seleção ainda não é possível, visto que abalaria de mais na diversidade genética da raça como um todo.
Em todos os acasalamentos, a linha de sangue do cão deverá ser cuidadosamente analisada, como explicado anteriormente, ser isento de displasia não garante a saúde dos filhotes, principalmente nos tantos casos de cães isentos “por sorte” que encontramos por aí, animais com uma linha de sangue com fortes tendencias para a doença, mas que “por sorte” foi um dos poucos filhotes que acabou sendo isento.
Evitando fatores desfavoráveis:
Quando o filhote está se desenvolvendo, não sabemos se ele herdou genética para ser displásico, então devemos evitar fatores que podem piorar a displasia. Pois a transmissão é hereditária, mas fatores ambientais podem agravar a displasia.
O que é prejudicial:
- obesidade.
- suplementação alimentar sem acompanhamento veterinário.
- exercícios forçados.
- permanecer muito tempo em superfície escorregadia (não é apenas liso, é escorregadio, onde o cão sofra traumas constantemente).
- acesso livre a escadarias.
O que é benéfico:
- nadar.
- sob supervisão do veterinário, dar condroprotetores durante infância e crescimento. -Controlar o peso e Manter o filhote em piso adequado.
OBS: Condroprotetor: é uma nova classe de medicamentos, recomendada para recompor o desgaste das cartilagens articulares. Estes medicamentos contêm compostos existentes na estrutura bioquímica da cartilagem. Quando há destruição da cartilagem as células destruídas eliminam fatores químicos que iniciam o processo de inflamação, causando dor e mais destruição.
Os agentes mais utilizados nos medicamentos condroprotetores, são sulfato de condroitina e sulfato de glucosamina. Podem ser administrados de acordo com a indicação do veterinário.
Tratamentos disponíveis:
Existem tratamentos conservadores, com utilização de antiinflamatórios, condroprotetores, exercícios, fisioterapia, homeopatia e acupuntura. Estes tratamentos são eficientes em muitos casos, mas dependendo da severidade do caso, seus efeitos podem ser limitados.
As outras opções são cirúrgicas, sendo que o veterinário deverá avaliar se os benefícios destas se aplicam ao caso específico, principalmente levando em conta que a maioria das cirurgias ortopédicas é muito invasiva e elas podem deixar seqüelas e complicações.
Há dois tipos de conduta cirúrgica, no tratamento de displasia coxofemoral: A cirurgia profilática, (que visa diminuir a progressão da doença) e a cirurgia corretiva (que visa corrigir ou melhorar articulações que já estejam artríticas).
Cirurgias preventivas:
- Sinfisiodese púbica: um método utilizado em cães muito jovens (até 5 meses) para que a pélvis cresça de forma a criar uma articulação coxofemoral mais firme.
- Osteotomia pélvica tripla: nesta cirurgia, três cortes são feitos para liberar o acetábulo do resto da bacia. Gira-se então o acetábulo, para que ele dê maior cobertura e coloca-se uma placa metálica para fixar o acetábulo nesta nova posição e permitir a cicatrização óssea. Este procedimento é muito eficiente se for feito antes do aparecimento de um grau de artrite significante.
Algumas cirurgias corretivas:
- Osteotomia da cabeça do fêmur: é uma opção para cães com alto grau de artrite. Neste procedimento, a cabeça do fêmur é removida, deixando o fêmur "flutuar livremente", levando à formação de um tecido cicatricial. Com o passar do tempo, este tecido cicatricial endurece e engrossa, criando uma pseudo-artrose, ou seja, uma "falsa" articulação.
- Substituição total da bacia: geralmente é feita em animais muito debilitados e pesando mais de 25 kg. Um novo acetábulo e uma nova cabeça de fêmur são implantados no cão, formando uma "nova" articulação coxofemoral. É uma cirurgia muito difícil de ser feita, em que o cirurgião tem que ser muito habilidoso e bem treinado.
Denervação coxofemoral: Uma cirurgia menos cruenta e menos invasiva, a denervação da articulação coxo-femoral consiste na remoção do periósteo acetabular, eliminando as fibras nervosas sensitivas da região com conseqüente promoção da analgesia.
Quando bem sucedida a denervação retira a dor, com isso ocorre a reabilitação muscular, pois o cão passa a se movimentar com desenvoltura e fortalecer a musculatura. Devido a maior contratura muscular a cabeça femoral fica mais firme no acetábulo, fato que diminui a distensão da cápsula. Com a cabeça femoral mais justa no acetábulo diminui a degradação da cartilagem, pois diminui o índice de distração .
Em casos de displasia sem grande sub-luxução (mas com sinais clínicos que a justifiquem) a técnica pode ser aplicada como única opção.
Em casos em que já está presente grave desencaixe da cabeça femoral a denervação é realizada em conjunto com a colocefalectomia (retirada da cabeça do fêmur).
Existem outros tipos de cirurgias, mas algumas são consideradas experimentais até que se tenham mais dados sobre seus resultados.
Este texto foi retirado deste tópico , onde é possível ler o texto original e suas fontes, que está a disposição caso algum leitor fique com dúvidas em relação ao assunto, e adaptado pelo canil Taura Berá para a raça Cão Lobo Tchecoslovaco.
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Temperamento
By : AnônimoEm um simples resumo, Cão Lobo Tchecoslovaco não é um cão para iniciantes, são cães difíceis, muito energéticos, extremamente inteligentes e com uma capacidade de destruição alta. São cães de trabalho devendo ser seguros, corajosos, independentes, são animais de temperamento maduro, que irão exigir um dono experiente, que tenha amplo conhecimento sobre comportamento canino assim como pulso firme e muita paciência.
Não espere de um exemplar que ele seja um mero subordinado, que irá obedecer comandos e conviver numa relação onde o líder é superior aos outros membros da matilha. Podemos descrever o Cão lobo Tchecoslovaco como um parceiro que irá viver numa relação de igualdade com o proprietário, devendo o proprietário apenas colocar limites no cão para a boa convivência.
Romana, proprietária de Loreley z Peronówki, disse uma vez uma frase que descrevia muito bem isto - “Cães Lobo Tchecoslovaco nos ensinam humildade”.
Jezebeth z Peronówki
Levando isto em consideração podemos explicar um pouco da independência existente na raça, uma característica que se manifesta de forma relativamente diferente do que aquilo que vemos em outras raças consideradas independentes e que, por isso, a torna mais difícil de ser compreendida por aqueles que estão querendo aprender mais sobre a raça. Cães Lobo Tchecoslovaco são cães extremamente independentes, isso significa que, para eles, a presença do proprietário não é necessária para a sua sobrevivência e que, para que esta convivência ocorra de forma pacifica, ela deve ser agradável e trazer benefícios para ambos. Criando este vinculo de amizade, o Cão Lobo Tchecoslovaco será um dos animais mais carinhosos e presentes na vida de seu proprietário, uma verdadeira sombra que passa o dia o seguindo pela casa, dormindo no mesmo cômodo onde o proprietário se encontra e esperando que ele o convide para algo, caso isto não ocorra e o cão realmente queira sair, não é incomum o cão chamar (ou forçar) o dono para o passeio.
Jezebeth passeando pela Krakóvia
Uma das reclamações que escuto das pessoas que convivem em minha casa com os cães é que eles vivem “tropeçando” nos animais, que costumam ficar deitados próximo à pessoa que se encontra no cômodo em questão. Quando o criador tem muitos cães outro problema que aparece é ter que esperar a matilha entrar, por exemplo, no quarto, então poder fechar a porta.
Tendo dito isto, a primeira conclusão que podemos tomar é que Cão Lobo Tchecoslovaco não é um cão que possa ser criado em canil ou simplesmente no pátio pois são cães que apreciam a convivência próxima com o seu proprietário e necessitam dela para que sejam felizes.
Não são incomuns os casos onde os proprietários cometeram o erro de criar seus cães como animais de canil ou pátio, sem ter a convivência direta com os mesmos e portanto, sem desenvolver uma forte conexão com o cão, tendo o trágico fim onde os cães fugiram de casa e foram encontrados posteriormente, infelizmente, mortos.
A falta de convivência com o proprietário aliada as incríveis capacidades físicas da raça fez com que ela ganhasse a fama de fujona, sendo isso um grande engano vindo como consequência de um dono desinformado e despreparado para ter um exemplar da raça. Cães Lobo Tchecoslovaco são animais de matilha e não irão fugir de sua matilha a não ser que tenham motivos claros para isto ou simplesmente caso esta matilha exista apenas na mente do dono, não sendo uma realidade para o cão.
Se você não tem tempo para o seu cão, se não gosta de cães dentro de casa ou se não quer um animal que conviva perto de você, não tenha um Cão Lobo Tchecoslovaco.
Cães Lobo Tchecoslovaco são animais curiosos que amam novidades, não toleram bem o fato de não ter conhecimento do terreno a volta de seu território sendo que a falta deste conhecimento pode tornar o cão em um animal fujão, que irá sair de casa sem que o dono perceba (ou sem a autorização do mesmo) para conhecer os territórios a volta de sua casa. Isto torna os passeios em algo fundamental para quem deseja ter um ou mais exemplares da raça, se você não gosta de caminhar ou se não tem tempo para fazer isso pelo menos 1 vez por semana, esqueça a aquisição de um exemplar.
Esta curiosidade também torna a convivência com um exemplar da raça em algo peculiar, imagine aquele cachorro que, quando você chega em casa com as compras do supermercado, antes mesmo de te receber já sai colocando o focinho em cada sacola para ver se não tem qualquer coisa interessante para ele, ou então aquele animal que tenta enfiar o focinho na geladeira a cada vez que você a abre. Colocou algo novo em sua casa?! Podes ter certeza de que ele irá ver o que é aquilo e testar de todas as formas para ver o que a novidade faz ou deixa de fazer.
Eles são metidos e vão querer participar de tudo o que você estiver fazendo, vão se meter com suas visitas e querer fazer parte da recepção, podemos dizer com segurança que são cães abelhudos e muito grudentos.
São cães extremamente inteligentes, aprendem com uma facilidade incrível, normalmente apenas vendo as atitudes de outros cães ou de seus donos... Nesse momento geralmente as pessoas me dizem “que bom, adoro cachorro inteligente!”, porém, existem vários lados negativos vindos desta inteligência acima da média presente na raça. Assim como eles irão aprender os mais diferentes comandos com facilidade e rapidez, aprenderão por observação a abrir portas, janelas e as mais diferentes maçanetas, aprenderão a entortar os mais diferentes tipos de grades e assim por diante.
Jezebeth z Peronówki roubando o frango.
Por aprenderem facilmente eles se tornam cães difíceis de adestrar, primeiramente o dono de um Cão Lobo tchecoslovaco deve ter em mente de que ele não pode entregar o cão para ser adestrado por outra pessoa, que não faça parte de sua matilha. Isso quer dizer que o máximo que um adestrador poderá fazer por você é guiá-lo e ensiná-lo a como treinar o cão. Cão Lobo tchecoslovaco não responde bem a métodos negativos ou que tentem forçá-lo a fazer os comandos da mesma forma como não toleram bem muitas repetições de comandos. Em um resumo, Cão Lobo Tchecoslovaco deve ser adestrado de forma divertida e interessante para o cão, adestramento para os exemplares desta raça, deve ser SEMPRE divertido e diferenciado, sempre sendo interessante para o cão, comida e elogios são uma excelente recompensa.
Não espere de um exemplar da raça que ele atenda prontamente aos seus comandos sem que exista um motivo claro para isto, assim como não espere que ele vá obedecer sempre que lhe for pedido um comando, ele irá obedecer se ver necessidade para isto e se isto lhe agradar e agradar ao dono.
Uma das perguntas que mais chegam à minha caixa de e-mails em relação ao caráter dos exemplares dessa raça é se eles são agressivos com pessoas. Acredito que o que leve as pessoas a temerem esta possibilidade é o fato da raça ter “lobo” no seu nome assim como o histórico da raça, que foi formada a partir do acasalamento entre cães da raça Pastor Alemão com Lobos dos Cárpatos. Ao contrário do que a maioria pensa Cão Lobo Tchecoslovaco não é, de forma alguma, agressivo com humanos, ao contrário, eles tem certa adoração por pessoas, incluindo estranhos, o que já dá uma luz em reação a possibilidade deles serem usados como cães de guarda.
Cão Lobo Tchecoslovaco não é uma raça boa para guarda, além do que mencionei acima, sobre eles terem certa paixão por pessoas, a possibilidade dos exemplares da raça serem usados para a guarda é dependente de tantas coisas que acaba a tornando completamente desaconselhada para aqueles que procuram um cão para a guarda em primeiro lugar, principalmente guarda residencial/territorial.
Isso não significa que eles não farão a guarda, mas que eles fazer ou não a guarda irá depender diretamente da convivência e ligação que o cão tem com o dono e do quanto forte foi a socialização deste cão.
Um cão mal socializado será um animal medroso, caso alguém invada seu território ele irá fugir do meliante ao invés de atacar. Um cão bem socializado será amigável e aberto até mesmo com estranhos, ao mesmo tempo em que conhecerá a forma de comunicação e expressão corporal humana ao ponto de reconhecer e diferenciar um possível meliante, que se prepara para atacar o proprietário, de uma criança que brinca.
Tal característica torna o Cão Lobo Tchecoslovaco em uma raça muito especial, um animal bem socializado irá proteger seu proprietário caso assim seja necessário, ao mesmo tempo em que as chances de qualquer acidente envolvendo inocentes são praticamente nulas. Um cão mal socializado irá temer os estranhos, um bem socializado reconhecerá o comportamento humano ao ponto de distinguir as intenções de uma pessoa.
Por este motivo ainda não se teve casos de acidentes envolvendo exemplares desta raça.
Já tive algumas experiências com meus exemplares em proteção pessoal, um dos exemplos que gosto de citar foi com Héro Oskár dór, o mesmo cão que me salvou de um assalto, onde o bandido tentou me apunhalar pelas costas, reconheceu uma criança com Síndrome de Down a nada fez contra ela, que se jogou de supetão em nossa direção para abraçá-lo. A criança em questão fez uma movimentação definitivamente mais agressiva que a do bandido, algo em que qualquer cão consideraria como agressão e atacaria da mesma maneira.
Héro Oskar dór e Marcela
Isso nos faz entrar na questão da convivência com crianças. Cão Lobo Tchecoslovaco é plenamente capaz de diferenciar uma criança de um adulto, a maioria dos relatos dos proprietários mostram que eles tendem a apreciar a convivência com crianças, adaptando suas brincadeiras e atitudes com a criança, porém, como regra geral para quem tem crianças e cães, esta convivência deve ser sempre supervisionada por um adulto. Problemas podem aparecer quando o cão é filhote ou jovem, visto que o filhote/jovem de Cão Lobo Tchecoslovaco, assim como qualquer cão de raça de grande porte, ainda não tem plena noção sobre sua capacidade física e força, podendo machucar ou derrubar uma criança pequena em brincadeiras mais acaloradas. Como qualquer coisa relacionada a Cão Lobo Tchecoslovaco, a socialização e convivência farão diferença na capacidade do cão lhe dar com crianças, para aquelas famílias que tem crianças e estão interessadas em obter um exemplar, convém socializar o exemplar desde filhote com as crianças da casa, ensinando assim os limites que o cão deve ter com a criança assim como as diferenças das mesmas para os adultos.
Iowa Eden Severu
Como bons cães de matilha a convivência com outros cães é pacifica, quando o Cão Lobo Tchecoslovaco tem a oportunidade de conviver com outros exemplares da mesma raça não é raro eles tratarem outros cães de forma diferente a que tratam outro Cão Lobo Tchecoslovaco, não levando o outro cão a sério pelo fato do Cão Lobo Tchecoslovaco adulto ser mais maduro que a maioria dos outros cães. Um bom exemplo que posso dar em relação a isto é com Jezebeth z Peronówki, a nossa "Alpha tirana" da matilha canina, ela é capaz de ignorar o péssimo comportamento de minha Beagle, que faz coisas que seriam inaceitáveis caso viessem de outro exemplar de Cão Lobo Tchecoslovaco, como tentar atacar gratuitamente, passar pela frente nas portas entre outras coisas.
Machos aceitam e convivem pacificamente com outros machos caso eles sejam criados juntos desde pequeno, sendo pelo menos um deles filhote, porém, não aceitam outros machos adultos. O caso dos machos é bem especifico, eles viverão na mais plena paz enquanto permanecerem juntos, porém, podem deixar de se aceitar caso sejam posteriormente separados por um curto período de tempo. Alguns dias de separação já são o suficiente para que os machos passem a não aceitar mais a convivência de um com o outro.
Quando falamos de mais de um exemplar da mesma raça, as fêmeas chegam a ser ainda mais complicadas que os machos visto que ocorre uma disputa camuflada em relação a liderança, colocando em jogo a possibilidade de acasalar. Porém, um proprietário sempre presente, com muita experiência com a raça e muito pulso firme pode manter uma matilha de fêmeas pacificamente, enquanto machos deverão ficar separados caso deixem de se aceitar.
Cães castrados, independente do sexo, tendem a ser completamente ignorado pelos Cães Lobo Tchecoslovaco em relação a sua posição dentro da matilha, não tendo problemas de convivência nem com machos e nem com fêmeas.
Mona Radov dvor e Vitória II do Cãodominio
O que foi mencionado logo acima é também uma das diferenças entre machos e fêmeas existente na raça, a mais marcante delas é o fato de que as fêmeas são mais maduras enquanto que os machos são mais infantis. Isso faz muita diferença no dia a dia, enquanto o macho será direto e tentará se impor mostrando que é forte e vendo se o proprietário reage com medo, a fêmea irá manipular o dono para que ele faça o que ela deseja e aceite qualquer atitude que ela tome.
Quando falamos de cães jovens ressaltamos a tempestuosa juventude do macho especificamente pelo fato dele ser mais infantil e expressivo, o que o fará testar o proprietário mostrando que é forte e vendo a reação do dono. Em conversas particulares e em fóruns de discussão os proprietários e criadores encontraram uma propaganda que descreve bem este tipo de comportamento, que pode, às vezes, ser visto também nas fêmeas mais fáceis.
Fêmeas quanto mais difíceis, mais manipuladoras. Elas não tendem a tentar se impor pela força mas manipulando o proprietário para aceitar situações e atitudes que ela deseja fazer convencendo-o a mudar de opinião rapidamente. Diferente dos machos, que assim que amadurecem passam a aceitar sua posição e a viver de forma mais pacifica, as fêmeas vão se aperfeiçoando cada vez mais a manipular o proprietário, o que torna as fêmeas, num quesito geral, mais difíceis para o proprietário que os machos.
Por serem mais infantis os machos também são mais previsíveis, antes de tomarem qualquer atitude drástica como tentar brigar, caçar ou mesmo proteger, irão se expressar alertando o inimigo de suas intenções. Já as fêmeas poderão ou não tomar esta atitude, sendo consideradas mais traiçoeiras com possíveis inimigos ou concorrência.
Jezebeth z Peronówki é um bom exemplo de fêmea manipuladora – assim como a maioria de suas filhas- ela seria bem descrita como um exemplo extremo da cara de pau, sendo capaz de quebrar objetos e vir toda faceira, orgulhosamente, mostrando o que fez por “amor” aos seus proprietários, desarmando qualquer coração que tenha um mínimo de piedade.
Falando também em cães jovens não devemos jamais esquecer de mencionar a capacidade de extrema destruição do lar que um Cão Lobo Tchecoslovaco no ócio pode ter, sendo este um dos maiores desafios para os proprietários dos exemplares desta raça quando deixam o cão sozinho.
Os estragos não são pouca coisa, vão de portas quebradas a janelas arrancadas em questão de pouco tempo, por este motivo aconselhamos aos proprietários que antes mesmo de adquirir um exemplar, já providenciem um local seguro para ele ficar quando o dono estiver ausente, podendo ser este local desde um canil a uma caixa de transportes. Ensinando o cão desde pequeno para que fique em tal local de forma comportada até que o dono volte.
Xipe z Peronowki sozinha em casa
Cão Lobo Tchecoslovaco amadurecem tardiamente, isso quer dizer que seu cão poderá ser considerado adulto depois dos 2 anos, para algumas linhas de sangue, ou depois dos 3 anos para outras.
Depois de adulto eles tendem a se acalmar, conhecendo as regras da casa assim como o seu proprietário, a vida com o cão se torna mais fácil de maneira geral, basta o proprietário ter trabalhado e moldado o cão nestes 3 anos de caos.
Outro ponto importante de comentar é em relação aos latidos, Cão Lobo tchecoslovaco é um cão silencioso que só irá latir se tiver algo realmente importante acontecendo, eles também possuem uma gama ampla de sons diferenciados para a comunicação com outros cães, principalmente se estes outros cães forem exemplares da mesma raça, muitas vezes parecendo uma verdadeira discussão, uivam para responder outros cães assim como podem uivar para sons específicos, um exemplo disso é o sino da igreja, sempre que toca todos os meus cães uivam em resposta.
Jezebeth mostrando sua arte.
O dono deverá ter pulso firme, deverá colocar regras para o cão que devem ser sempre respeitadas, isso pode exigir um coração de pedra, principalmente por parte daqueles interessados em ter fêmeas como pode exigir muito jogo de cintura por parte daqueles que desejam ter um macho. De uma forma ou de outra, o comando do proprietário e as regras impostas pelo mesmo deverá prevalecer e isto deve ser feito da forma mais pacifica e inteligente possível por parte do dono.
Cão Lobo Tchecoslovaco não é um cão para qualquer um, na verdade, é uma raça que apenas um pequeno número de pessoas em nossa sociedade encontra-se preparada para ter e conviver, por esse motivo, quando pensar em ter um exemplar, esqueça as aparências e se foque no caráter pois é com o caráter que você, pobre proprietário, irá viver pelos próximos 15 anos de sua vida.
A melhor forma de conhecer a raça é, sem dúvidas, visitando criadores e proprietários, sendo que os proprietários mais experientes e os criadores normalmente se encontram dispostos a ajudar novatos a resolver os possíveis problemas que os proprietários poderão ter em sua jornada.
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Resumo de 2011 e um pouco dos planos para 2012.
By : Anônimo
Primeira postagem de 2012 no Blog e nada mais justo do que começar fazendo uma leve
retrospectiva do ano de 2011, colocando um pouco dos nossos planos para o ano de 2012.
Podemos dizer que 2011 não foi um dos anos mais produtivos para a raça no Brasil e nem na America Latina, iniciamos o ano com diversos planos, um deles era o de acasalar Mona Radov dvor e Jezebeth z Peronówki com Iran Zemplinska Oblast, na esperança de que nosso amado velhinho ainda tivesse capacidade de fazer estas duas ultimas ninhadas que seriam de grande importância para a raça, principalmente quando falamos da ninhada de Iran com Mona, onde teríamos a abertura das linhas vindo com um acasalamento com sangue materno completamente diferente e 100% eslovaco de ambos os lados, Mona e Iran, dois cães de sangue eslovaco com linhas extremamente raras e preciosas para raça. Infelizmente, acasalamento este que se concretizou por mais de 3 vezes, mas que não resultou em filhotes.
No primeiro acasalamento entre Mona e Iran os 3 filhotes vistos no USG foram absorvidos, após isso Mona entrou no cio mais 2 vezes, acasalando com Iran todas as vezes, tanto por Inseminação Artificial, quando o velhinho não quis montar, quanto naturalmente.
Tentamos acasalar Iran com Jezebeth novamente, além dos resultados da ninhada B terem sido muito bons, o número de filhotes foi muito pequeno, mesmo estando ambos os filhotes em boas mãos, por uma questão de segurança tentamos aumentar o número de irmãos de Beeta e Bahram, infelizmente, a ampliação da ninhada B ficou apenas nos planos.
Não obtivemos sucesso em nenhuma das montas, fazendo um espermograma chegamos à conclusão de que os 12 anos de Iran estavam pesando na sua capacidade reprodutiva, infelizmente, isso invalidou até mesmo a possibilidade de congelar e guardar sêmen de Iran para a posteridade.
Não podendo mais reproduzir e com seus 13 anos completos, o que restou a Iran foi virar o paparicado Pet idoso da casa. Ter a oportunidade de conhecer Iran pessoalmente, mas melhor ainda, de conviver com ele, é uma honra para qualquer criador de Cão Lobo Tchecoslovaco, devido à importância de tal exemplar para a criação atual e para o futuro da raça, sem dúvidas, Iran se encontra na listinha de exemplares míticos para qualquer criador da raça que tenha um mínimo de conhecimento em relação às linhas de sangue e padrão de raça.
Não restam dúvidas de que num futuro próximo teremos algumas ninhadas consangüíneas em Iran, sendo que atualmente já se tenta isso em seus parentes próximos.
Em Setembro também tivemos de viajar até Espirito Santo, viagem esta que jamais esperávamos que iria ocorrer, não a viagem em si, mas os motivos que a causaram: Devido a problemas pessoais dois de nossos cães tiveram de mudar de proprietário, Angeal e Aerith.
A viagem foi de carro, visto que trazer os cães de avião sairia MUITO mais caro do que indo buscar pessoalmente de carro, sem contar na incerteza devido ao enorme despreparo e desrespeito por parte das companhias aéreas presentes no local, aprendemos uma enorme lição com este caso em relação a escolha dos futuros lares de nossos filhotes, levando em consideração a existência de conhecidos no local dispostos a resgatar o cão em caso emergencial e também a existência de transporte acessível e rápido.
Não tenho palavras para agradecer a Jessica do canil Valhalla Guardians, dona de Beeta Taura Berá que não apenas ajudou nos custos com o transporte, como também virou a nova mãe de nossas duas crianças, que agora encontram-se muito bem tratadas, estando nas mãos de uma proprietária extremamente responsável e experiente, como todo o criador deve ser.
Podemos dizer que em exposições a raça teve diversos sucessos, sendo a qualidade de nossa criação e do trabalho feito pelo proprietário do cão, reconhecido fortemente pelos juízes, que sempre lembravam da raça dando local em Melhor de Grupo e por vezes na grande final, o Best In Show.
Minha participação em exposições foi pequena, apenas uma exposição levando Arthas (galopante) e Iran, este reconhecimento, os títulos e o treinamento, tudo isto devemos a Amanda, do canilJack’s Wolfpack, que fez um trabalho maravilhoso, dando um show em pista com Bahram Taura Berá, sem dúvidas a dupla Cão Lobo / Proprietário mais elegantes que já vi!
A presença e colaboração de outros criadores brasileiros na raça tornou possível para 2012 algumas modificações nas vendas dos filhotes, que além de tornar a aquisição de um exemplar mais acessível financeiramente, também nos dará maior segurança em relação ao destino de nossos filhotes, logo publicaremos as mudanças na página “reservas” do Blog.
Se tudo ocorrer como o previsto, 2012 tem tudo para ser um excelente ano para a raça no Brasil, para aqueles que a tanto esperam por um filhote quanto para aqueles que recém tomaram a decisão de adquirir um, também para todos os amantes da raça, que torcem pelo futuro da mesma no país.
Gostaria muito de agradecer a aqueles que aceitaram o fardo de criar seriamente uma raça que passa por tantos problemas como o Cão Lobo Tchecoslovaco, uma raça que além de recém estar começando aqui, passa por sérios problemas nos países de origem.
“Uma andorinha só não faz primavera.” - Aristóteles
retrospectiva do ano de 2011, colocando um pouco dos nossos planos para o ano de 2012.
Podemos dizer que 2011 não foi um dos anos mais produtivos para a raça no Brasil e nem na America Latina, iniciamos o ano com diversos planos, um deles era o de acasalar Mona Radov dvor e Jezebeth z Peronówki com Iran Zemplinska Oblast, na esperança de que nosso amado velhinho ainda tivesse capacidade de fazer estas duas ultimas ninhadas que seriam de grande importância para a raça, principalmente quando falamos da ninhada de Iran com Mona, onde teríamos a abertura das linhas vindo com um acasalamento com sangue materno completamente diferente e 100% eslovaco de ambos os lados, Mona e Iran, dois cães de sangue eslovaco com linhas extremamente raras e preciosas para raça. Infelizmente, acasalamento este que se concretizou por mais de 3 vezes, mas que não resultou em filhotes.
No primeiro acasalamento entre Mona e Iran os 3 filhotes vistos no USG foram absorvidos, após isso Mona entrou no cio mais 2 vezes, acasalando com Iran todas as vezes, tanto por Inseminação Artificial, quando o velhinho não quis montar, quanto naturalmente.
Tentamos acasalar Iran com Jezebeth novamente, além dos resultados da ninhada B terem sido muito bons, o número de filhotes foi muito pequeno, mesmo estando ambos os filhotes em boas mãos, por uma questão de segurança tentamos aumentar o número de irmãos de Beeta e Bahram, infelizmente, a ampliação da ninhada B ficou apenas nos planos.
Não obtivemos sucesso em nenhuma das montas, fazendo um espermograma chegamos à conclusão de que os 12 anos de Iran estavam pesando na sua capacidade reprodutiva, infelizmente, isso invalidou até mesmo a possibilidade de congelar e guardar sêmen de Iran para a posteridade.
Não podendo mais reproduzir e com seus 13 anos completos, o que restou a Iran foi virar o paparicado Pet idoso da casa. Ter a oportunidade de conhecer Iran pessoalmente, mas melhor ainda, de conviver com ele, é uma honra para qualquer criador de Cão Lobo Tchecoslovaco, devido à importância de tal exemplar para a criação atual e para o futuro da raça, sem dúvidas, Iran se encontra na listinha de exemplares míticos para qualquer criador da raça que tenha um mínimo de conhecimento em relação às linhas de sangue e padrão de raça.
Não restam dúvidas de que num futuro próximo teremos algumas ninhadas consangüíneas em Iran, sendo que atualmente já se tenta isso em seus parentes próximos.
Iran Zemplinska Oblast'
Em Setembro também tivemos de viajar até Espirito Santo, viagem esta que jamais esperávamos que iria ocorrer, não a viagem em si, mas os motivos que a causaram: Devido a problemas pessoais dois de nossos cães tiveram de mudar de proprietário, Angeal e Aerith.
A viagem foi de carro, visto que trazer os cães de avião sairia MUITO mais caro do que indo buscar pessoalmente de carro, sem contar na incerteza devido ao enorme despreparo e desrespeito por parte das companhias aéreas presentes no local, aprendemos uma enorme lição com este caso em relação a escolha dos futuros lares de nossos filhotes, levando em consideração a existência de conhecidos no local dispostos a resgatar o cão em caso emergencial e também a existência de transporte acessível e rápido.
Não tenho palavras para agradecer a Jessica do canil Valhalla Guardians, dona de Beeta Taura Berá que não apenas ajudou nos custos com o transporte, como também virou a nova mãe de nossas duas crianças, que agora encontram-se muito bem tratadas, estando nas mãos de uma proprietária extremamente responsável e experiente, como todo o criador deve ser.
Aerith & Angeal Taura Berá chegando em Curitiba.
Este ano a cinofilia brasileira contou com a participação da raça em mais exposições, diferentes exemplares em diferentes locais, também o Brasil bateu o recorde de Cães Lobos Tchecoslovacos em pista, contando com 4 exemplares nas mais diferentes classes, a primeira vez que isso ocorreu nas Américas sendo até o momento algo único. Pequeno número de cães, mas um fato histórico para uma raça que recém está começando no país. Esperamos repetir isto em 2012, porém com mais exemplares.Podemos dizer que em exposições a raça teve diversos sucessos, sendo a qualidade de nossa criação e do trabalho feito pelo proprietário do cão, reconhecido fortemente pelos juízes, que sempre lembravam da raça dando local em Melhor de Grupo e por vezes na grande final, o Best In Show.
Beeta & Bahram Taura Berá - foto por Amanda Canetta.
Minha participação em exposições foi pequena, apenas uma exposição levando Arthas (galopante) e Iran, este reconhecimento, os títulos e o treinamento, tudo isto devemos a Amanda, do canilJack’s Wolfpack, que fez um trabalho maravilhoso, dando um show em pista com Bahram Taura Berá, sem dúvidas a dupla Cão Lobo / Proprietário mais elegantes que já vi!
Amanda & Bahram - Foto por Juliana Xavier
Podemos dizer que 2011 se tornou em um ano de negociações para 2012, entre padreadores temporários e novos exemplares, sem dúvidas teremos muitas novidades e verdadeiros ganhos em prol da raça para contar em 2012, maiores detalhes? Apenas quando se concretizarem.A presença e colaboração de outros criadores brasileiros na raça tornou possível para 2012 algumas modificações nas vendas dos filhotes, que além de tornar a aquisição de um exemplar mais acessível financeiramente, também nos dará maior segurança em relação ao destino de nossos filhotes, logo publicaremos as mudanças na página “reservas” do Blog.
Se tudo ocorrer como o previsto, 2012 tem tudo para ser um excelente ano para a raça no Brasil, para aqueles que a tanto esperam por um filhote quanto para aqueles que recém tomaram a decisão de adquirir um, também para todos os amantes da raça, que torcem pelo futuro da mesma no país.
Gostaria muito de agradecer a aqueles que aceitaram o fardo de criar seriamente uma raça que passa por tantos problemas como o Cão Lobo Tchecoslovaco, uma raça que além de recém estar começando aqui, passa por sérios problemas nos países de origem.
“Uma andorinha só não faz primavera.” - Aristóteles
Beeta & Bahram Taura Berá - foto por Amanda Canetta








